Com medalhistas Olímpicos entre os vencedores, Regatas Preben Schmidt e Neptunus definem campeões e encerram calendário de Vela Oceânica no Rio de Janeiro Regatas contaram com presenças de Lars Grael, Torben Grael, Martine Grael, Eduardo Penido, Kiko Pelicano, entre outros

Fotos: Lars Grael e tripulação do Marga na Preben Schmidt / Crédito: Divulgação para fotos Neptunus e Preben e Camille Rocha na Veleiros do Sul

Campeões Olímpicos estiveram entre os destaques no Rio de Janeiro. Em Niterói (RJ), no Rio Yacht Club – Sailing, a Preben Schmidt teve a disputa da família Grael na classe Clássicos. Lars Grael, com duas medalhas de Bronze em Olimpíadas, venceu com o barco Marga, que data de 1933, construído na Finlândia. Ele deixou o irmão Torben Grael, dono de duas medalhas de Ouro em Olimpíadas, em segundo lugar com o barco Lady Lou comandado por Andrea Grael. Em terceiro fechando o pódio ficou o Aileen, comandado por Martine Grael, campeã Olímpica na Rio-2016.

A Regata Preben Schmidt homenageia o avô de Torben e Lars de mesmo nome. Ele navegou com o Aileen conquistando medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de 1912 em Estocolmo, na Suécia. A 24ª edição contou com mais de 80 barcos e presença de tripulação da Espanha e homenagem a Fernão de Magalhães que completou 500 anos de sua passagem pelo Rio de Janeiro no circo navegação realizada em 13 de dezembro de 1519 dando a volta ao mundo e provando que a Terra era redonda.

“Foi mais um grande edição da Preben, mais de 80 barcos na raia, uma grande confraternização da vela do Rio de Janeiro, talvez a maior do Brasil com presença de medalhistas Olímpicos, campeões mundiais como a Martine Grael, até mesmo o troféu do Mundial de Snipe apareceu no balcão do bar do Rio Yacht Club troféu já conquistado por vários nomes como o Erik Schmidt, o Torben Grael, Maurício Santa Cruz, Luis Marcelo Maia, e eu mesmo”, disse Lars que comentou sobre a Regata: “Tivemos ventos fracos sobretudo fora da Baía de Guanabara, desafio para muitos. Vencemos nos Clássicos, foi bem legal, recebemos troféu da Marinha da Espanha em homenagem ao Fernão de Magalhães que no dia 13 de dezembro, 500 anos atrás, passou pelo Rio de Janeiro fazendo a circonavegação. Estava lá o comandante do navio veleiro da Espanha, Juan Sebastian Elcano, entregando o mesmo troféu e essa tripulação espanhola participou com o veleiro Dourado. Tivemos patrocínio da Mapfre Seguros e do Instituto de Resseguros do Brasil, o IRB. Que venha 2020”, destacou Lars, ex-Comodoro da ABVO e Conselheiro Técnico da entidade. 

O barco Sorsa comandado por Celso Quintella foi o grande destaque do final de semana vencendo na classe ORC na Preben Schmidt e na 25ª edição da Regata Neptunus. O barco teve a presença de Eduardo Penido, campeão Olímpico em Moscou em 1980.

Jonny King, do Sorsa, comentou: “Regata no domingo foi um dia lindo, sol, normalmente como é no Rio, foi ótimo pra gente, fita azul e ganhamos no tempo corrigido, um dia perfeito. Temos um dos maiores barcos, mais rápidos. Tivemos um final de semana ótimo vencendo a Preben também, foi muito bom”, disse.

A Regata Neptunus, com pontos no ranking da Copa Brasil da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, a ABVO, realizada no Iate Clube do Rio de Janeiro, homenageia Sergio Mirskyi, um dos precursores da vela de oceano no Brasil e com maior número de fitas azuis do país. Seu filho e um dos organizadores, André Mirsky comemorou a realização do evento.

Fotos:Barco Kamikaze campeão nos 85 anos do Veleiros do Sul / Crédito: Divulgação para fotos Neptunus e Preben e Camille Rocha na Veleiros do Sul

“Todo ano ficamos felizes pela regata, homenagem ao meu pai, um velejador icônico e muita gente faz questão de participar, tivemos gente de Ilhabela, barco Atrevida, é uma honra representá-lo. Fechamos o ranking da ABVO e FEVERJ e tem a importância não só pela fecha, mas também na parte técnica com contra-vento bom, vento em popa bom, que foi o que teve hoje. Tivemos misto de nostalgia, festa com parte técnica.  Regata começou com vento leste de 12, 13 nós, foi caindo e fazendo com que a regata ficasse bem difícil, mas na bóia de Copacabana o vento acabou e os barcos se juntaram de novo e começou uma regata nova até a escola Naval. A Regata premiou quem velejou legal”, disse André que no currículo tem a participação no barco Brasil I na Volvo Ocean Race em 2005, títulos do campeonato italiano e Mar Egeu. 

Na classe IRC os campeões foram o Danadão na Preben Schmidt e o Carro Chefe na Neptunus. O Danadão comandado por Guilherme Raffare e com Maurício Santa Cruz, o Santinha, pentacampeão mundial, e o Carro Chefe comandado por João Souza. Em segundo lugar na Neptunus ficou o Esculacho e em terceiro o Tangará II comandado por Lars Grael. Na Preben Schmidt o Manga Wiki ficou em segundo e o Mirnna completou o pódio.

Na classe RGS na Neptunus destaque para o barco DORF de Robert Schnardorf conquistando o título deixando o Leila W e o Kameha Meha em terceiro: “Foi uma regata difícil, largamos bem ficamos na frente de vários barcos da ORC e IRC, optamos por um caminho diferente dos outros, perto do litoral, teve uma hora que pegamos um buraco de vento, mas depois o vento voltou, tivemos um contra-tempo de um navio mercante que nos atrapalhou, mas passamos bem por isso”, disse Schnardorf que veleja há cinco décadas e foi campeão estadual ano passado. Ele destacou a importância dos barcos RGS na vela de oceano do Brasil: “Falta um pouco de incentivo para a RGS que é uma categoria de barco de oceano para meia idade, os barcos mais modernos e sofisticados ficam na ORC e IRC e na RGS temos muitos barcos parados que não participam porque os comandantes e tripulantes não queiram correr. Se a ABVO puder colaborar para incentivar mais barcos para participarem das regatas será muito bom”. 

A Regata Preben Schmidt contou com uma animada feijoada e muita cerveja e a Neptunus com um coquetel no salão Nobre do ICRJ com muita cerveja Heineken. Na classe IRC a Regata teve a premiação Amazônia Azul feita pela Marinha e o vencedor foi o Kamizake, da VDS, comandado por Augusto Moreira, deixando o Delirium e o Spin no segundo e terceiro lugares respectivamente. Depois da regata foram realizadas as premiações com formatura da Escola de Vela Minuano e diplomação de sócios veteranos.

“Foi belo dia para velejar, o vento norte que não é normal ajudou a deixar a regata bem disputada, pois a bóia próxima ao Gasômetro, centro de Porto Alegre,  ficou bem de contra vento. Assim a disputa ficou bem acirrada com várias alternâncias de posições”, disse Kadu Bergenthal, vice-comodoro da VDS. 

“Como esperado tivemos um grande final de semana de encerramento da Vela de Oceano no Brasil no Rio e no Rio Grande do Sul, dois dos nossos grandes polos, com medalhistas olímpicos e campeões mundiais prestigiando. Daremos ênfase para a inserção de cada vez mais barcos para 2020 nas raias e isso passa por um maior incentivo na classe RGS que já começamos a trabalhar não só no Sul-Sudeste, mas também Nordeste do país”, disse Mário Martinez, Comodoro da ABVO.

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Repórter: Kenia Telles

Jornalista

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