Pela sexta rodada da B1 Rio São Paulo derrota Nova Cidade fora de casa e respira na competição Lanternas do Grupo A fazem jogo nervoso e sob clima hostil dentro e fora de campo

Visão panorâmica do estádio Joaquim Flores, do Esporte Clube Nova Cidade, em Nilópolis, na Baixada Fluminense – Créditos: Marcio Miceli de Oliveira

Quarta-feira, 15 horas do dia 07/10/20, em Nova Cidade, bairro de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Sol entre nuvens, calor, tempo úmido e um ambiente “carregado” fora das quatro linhas. Tudo por conta das fracas campanhas das equipes do Nova Cidade e do Rio São Paulo, time campeão da terceira divisão em 2019, mais conhecida como B2. O tradicional, porém pouco conhecido clube do bairro de Campinho, cujo apelido é Alvinegro do Campinho, joga pela primeira vez a segunda divisão do Campeonato Carioca, após o título conquistado ano passado. Já o Esporte Clube Nova Cidade, popularmente conhecido como Gigante da Baixada, ou Quero-Quero da Baixada, campeão da Série B2 em 2018, do município de Nilópolis, tenta se manter ao menos na segunda divisão do campeonato. E os times entraram em campo com apenas um ponto em seus respectivos grupos, com apenas 1 empate e 2 derrotas, em busca de recuperação. Mesmo com portões fechados para a torcida por conta da Pandemia de Covid-19, alguns moradores vizinhos ao estádio, do terraço de suas casas, conseguiam acompanhar a partida, mesmo que de longe. Sob pressão e clima hostil por parte de suas diretorias e comissões técnicas, que acompanhavam tudo de perto, ambas equipes entraram em campo em busca de recuperação na competição e alívio no campeonato. E desde o início o jogo carregou um nível de tensão muito grande e os jogadores estavam com os nervos à flor da pele.

O Esporte Clube Nova Cidade, de uniforme todo rubro, começou melhor partida, tentando se aproveitar da vantagem do mando de campo. Com muitas jogadas pelas pontas, a equipe da Baixada Fluminense conquistava vários escanteios a seu favor. O Rio São Paulo, porém, se defendia bem, e tentava jogar nos contra ataques, já que o time mandante se lançava todo ao ataque e dava espaços lá atrás. Apesar do domínio territorial, as chances reais de gol eram muito escassas e, aos poucos, o jogo foi ficando extremamente faltoso, com muitas interrupções e entradas ríspidas de lado a lado. O clima da partida estava tão pesado que, do lado de fora do estádio, ouviam-se barulhos de bomba de fabricação caseira, que assustavam alguns presentes. Em um dado momento do primeiro tempo, o duelo teve de ser interrompido pelo Delegado do jogo, da Federação Carioca de Futebol, porque diversas pessoas não autorizadas estavam atrás do gol da equipe visitante, provavelmente botando pressão no adversário. Até que, após algumas faltas mais violentas, em um lance no final do primeiro tempo, bem próximo do banco de reservas do Alvinegro de Campinho, houve uma confusão generalizada entre as equipes, após um dos jogadores dar uma cotovelada em seu adversário, bem na cara do árbitro, que fez vista grossa, tentou contemporizar, e não expulsou ninguém, apenas distribuiu um cartão amarelo para cada lado. E sob este clima hostil, o primeiro tempo foi encerrado, após cinco minutos de acréscimos, empatado em 0 a 0.

No segundo tempo, os times voltaram sem nenhuma alteração e mais calmos, após os ânimos aflorados na primeira etapa. O juiz, que já havia perdido a mão do jogo e o respeito dos jogadores por não punir disciplinarmente e, devidamente, os atletas envolvidos nas confusões, assistia passivo as jogadas mais ríspidas e apenas conversava com todos. A pressão vinha de todos os lados, até o gandula do time mandante gritava, tentando incentivar a equipe. O mesmo podia-se dizer do Coordenador Técnico, que circulava por todo o lado de fora do campo tentando incentivar os jogadores. Até mesmo a diretoria do Rio São Paulo, em uma das cabines de imprensa do estádio, exaltava a luta de seus atletas que, em uma jogada rápida, cruzou uma bola para a área adversária e contou com o desvio da zaga do Nova Cidade, que empurrou para o gol, e acabou fazendo contra: Nova Cidade 0 x 1 Rio São Paulo e muita comemoração por parte dos alvinegros. Daí em diante, o time visitante passou a controlar bem o jogo e o mandante foi com tudo para o ataque só que, na base do desespero e bastante desordenado. Após o gol da equipe de Campinho, o time da Baixada Fluminense efetuou algumas substituições na tentativa de empatar e virar o jogo e o alvinegro também trocou algumas peças para segurar a vitória. Chance clara mesmo de gol só o Rio São Paulo é quem teve, após um contra ataque fulminante. Porém, a bola não entrou e a partida terminou mesmo com a vitória de 1 x 0 dos visitantes.

Após o término do jogo, se de um lado a comemoração era efusiva por parte dos jogadores e membros da comissão técnica do Rio São Paulo, do outro era de cobrança por parte dos dirigentes do Nova Cidade, do próprio gandula do time e de alguns torcedores da equipe, moradores dos arredores da região que, por incrível que pareça, se aproximaram do portão de estacionamento do clube e gritaram palavras de ordem. Nos outros jogos da rodada, todos válidos pelo Grupo A da competição, que aconteceram no mesmo dia e horário, Serra Macaense e Duque de Caixas empataram em 0 x 0 no Ubirajara Reis, em Casimiro de Abreu, o Audax/Miguel Pereira derrotou a equipe do Olaria por 2 x 1, no estádio Fructuoso Fernandes, em Miguel Pereira, e o Serrano, que só vence fora de casa, perdeu mais uma no campeonato em casa, pelo placar de 3 x 1, para o Maricá, vice-campeão da Série B2 de 2019. A partida foi realizada no estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, na região serrana Fluminense. Os jogos da sétima rodada, que será realizada neste fim-de-semana, são os seguintes: Duque de Caxias x Audax / Miguel Pereira, no Marrentão. Rio São Paulo x Serra Macaense, na Rua Bariri. Maricá x Nova Cidade, no Alzirão. Gonçalense x Serrano, também no Alzirão. Goytacaz x Bonsucesso, no Ary de Oliveira. Sampaio Côrrea x Campos, no Lourival Gomes. Artsul x Nova Iguaçu, no Nivaldo Pereira. E Angra dos Reis x São Gonçalo no Jair Toscano.

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Repórter: Marcio Miceli

Jornalista

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