O Futebol Amador e suas Peculiaridades – Parte II A briga em busca de um lugar ao sol continua em mais um capítulo desta saga

Celeiro de Craques após a vitória posando descontraídos.
Créditos: Marcio Miceli de Oliveira/VitrineEsportiva.com

Sexta-feira, 07 de agosto de 2020. A temperatura está em elevação no campo do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais e se aproxima dos 30 graus. E é lá que mais uma vez a história se repete. Em menor número, mas nem por isso menos empolgante, a equipe do Celeiro de Craques se reúne novamente com a Comissão Técnica para uma breve preleção antes do jogo, enquanto, em paralelo, no mesmo local, acontece uma partida entre outras duas equipes amadoras.

Desta vez comandados pelo Professor Mazinho, o mais novo integrante desta “família” chamada Celeiro. A partida tem início às 10h30 e, desta vez, é disputada em dois tempos de 40 minutos. Novamente diante da equipe da Associação Atlética Cerejeiras, só que agora medindo forças com o time principal, do CEO Wanderli Santos.

Dentro de campo a partida começa mais equilibrada. No início do primeiro tempo a Associação Atlética Cerejeiras começa dominando as ações do jogo. Ao menos territorialmente. Porém são poucas as chances de gol criadas pela equipe verde. Aos poucos o time do Celeiro de Craques retoma o domínio da partida até o meia atacante Miguel arriscar um chute colocado da intermediária e marcar um gol de muita categoria. Celeiros 1 x 0 Cerejeiras. Após a marcação do gol a equipe do CEO Alexandre Oliveira continua sobrando diante de seu adversário e desperdiça inúmeras outras oportunidades. Mais uma vez o preciosimo se faz presente na equipe azul marinha e o placar, após o intervalo, só não é maior por conta das chances perdidas.

Após um breve descanso de dez minutos para uma rápida conversa e hidratação dos atletas, a partida é retomada e o panorama pouco se modifica. Celeiro de Craques comandando as ações do jogo, perdendo inúmeros gols e a Associação Atlética Cerejeiras se defendendo como pode. Nos últimos dez, quinze minutos do segundo tempo, porém, o jogo muda de “figura”. Acometidos pelo cansaço, o Celeiro para de apostar em contra ataques e começa a se entrincheirar lá atrás, cedendo campo ao Cerejeiras, que parte para o “abafa” e cria algumas chances de gol, sendo duas muito claras, que só não terminam com a bola na rede porque o goleiro Thuann intervém muito bem. As defesas milagrosas do ótimo goleiro garantem o placar final do jogo e, mais uma vez, o Celeiro de Craques conquista a vitória pelo magro placar de 1 x 0.

Às 12 horas, no exato momento em que a partida é encerrada, o sol brilha forte em Parada de Lucas. Passa dos 30 graus. Enquanto os jogadores, suados e cansados, comemoram mais um triunfo em cima do rival e posam para a fotografia descontraídos, o pensamento deles vai longe. De que “O Dia” deles “Um Dia” vai chegar. E que enquanto o Astro Rei existir e iluminar os caminhos de cada um, sempre haverão boas possibilidades. Assim já dizia um trecho da canção de sucesso Enquanto Houver Sol, lançada em 2003, e que ficou entre as dez mais tocadas nas rádios no ano de 2004.  Música da banda de rock nacional Titãs, surgida em 1981 e que até hoje faz sucesso: “A sós ninguém está sozinho. É caminhando que se faz o caminho. Quando não houver esperança. Quando não restar nem ilusão. Ainda há de haver esperança. Enquanto houver sol. Enquanto houver sol. Ainda haverá.”

Declaração treinador Mazinho, após a vitória do Celeiro de Craques.

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Repórter: Marcio Miceli

Jornalista

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