O Futebol Amador e suas Peculiaridades – Parte I Pouca estrutura às vezes esconde diversos talentos individuais que estão em busca de um lugar ao sol

Créditos: Marcio Miceli de Oliveira

Jogadores e Comissão Técnica do Celeiro de Craques.
Créditos: Marcio Miceli de Oliveira/Vitrine Esportiva.com

Sexta-feira, 24 de julho de 2020. Em meio à uma crise sanitária que assola todo o país por conta da pandemia imposta pelo Novo Coronavírus, um grupo de atletas amadores do Celeiro de Craques se reúne com seu treinador e sua diretoria e ouve atentamente as orientações passadas por eles. Eles estão reunidos no campo do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, localizado em Parada de Lucas, periferia da cidade do Rio de Janeiro. E se preparam para mais uma partida amistosa diante da equipe sub-20 da Associação Atlética Cerejeiras, outro time amador da cidade do Rio de Janeiro.

Após a conversa inicial, o Celeiro de Craques posa para a foto oficial da equipe e comissão técnica e às 09h55, a bola rola no gramado do CTCFN. Em dois tempos de 35 minutos, o que se observa é que os times se doam ao máximo e levam a partida amistosa super a sério, como se fossem a última de suas vidas. Tem gritaria, correria, empolgação, nervos à flor da pele, trocas de farpas, etc. Mas não falta lealdade entre os times. Nem vontade de ganhar. O jogo é jogado limpo, sem violência.

Dentro de campo a equipe do Celeiro de Craques é muito melhor tecnicamente. Perde inúmeros gols. Muitos por puro preciosismo. Alguns por mérito do goleiro adversário. Outros tantos por pura falta de sorte. A partida termina com vitória do Celeiro por 1 x 0. Resultado mentiroso, dado o volume bem maior de jogo demonstrado ante a equipe adversária.

Após o fim da partida as equipes e os dirigentes de ambos times se cumprimentam cordialmente e a equipe do Celeiro de Craques ouve atentamente a preleção final do treinador Cláudio Diniz, bastante efusivo e participativo durante toda a partida. Depois é a vez do CEO Alexandre Oliveira proferir algumas palavras acerca dos planos futuros para a equipe do Celeiro de Craques. Os jogadores, então, se despedem eufóricos e voltam para suas casas satisfeitos pelo bom desempenho obtido na partida e esperançosos de que boas notícias possam estar a caminho e que o lugar ao sol de cada um pode estar prestes a acontecer. Afinal de contas, o acaso não existe.

Entrevista exclusiva com Cláudio Diniz, comandante do Celeiros de Craque.

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Repórter: Marcio Miceli

Jornalista

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